Migrar de MEI para ME é um passo natural para quem está vendo o negócio crescer e o faturamento aumentar. Apesar disso, essa transição ainda gera muitas dúvidas, insegurança e, em alguns casos, decisões tomadas em cima da hora, sem planejamento.
O MEI é um excelente ponto de partida, mas ele possui limites claros, especialmente o teto de faturamento anual. Quando esse limite começa a se aproximar, continuar como MEI pode gerar multas, impostos retroativos e dores de cabeça que poderiam ser evitadas com uma migração bem feita.
Neste artigo, você vai entender como migrar de MEI para ME de forma segura, quais sinais indicam que esse momento chegou, como se preparar financeiramente, o que muda nas obrigações da empresa e qual é o papel da contabilidade nesse processo. Tudo de forma prática, sem complicação e focado em quem quer crescer sem prejuízo.
Quando é o momento ideal de migrar de MEI para ME
Saber exatamente quando migrar de MEI para ME é uma das decisões mais importantes para quem está crescendo como empreendedor. O problema é que muita gente só percebe esse momento quando o limite já foi ultrapassado e os problemas começam a aparecer.
O MEI foi criado para negócios em fase inicial. Ele funciona muito bem enquanto o faturamento é baixo e previsível. A partir do momento em que a empresa começa a crescer de forma consistente, o MEI deixa de ser uma solução e passa a ser um risco.
O limite anual do MEI é o primeiro grande sinal
O teto de faturamento anual do MEI atualmente é de R$ 81.000. Esse número não deve ser visto apenas como um limite final, mas como um alerta de planejamento.
Se o seu faturamento anual está:
- Abaixo de R$ 50.000 → o MEI ainda pode funcionar bem
- Entre R$ 60.000 e R$ 70.000 → o sinal amarelo já acendeu
- Acima de R$ 70.000 → o planejamento para migrar de MEI para ME deve começar imediatamente
Esperar ultrapassar o limite para agir costuma gerar decisões precipitadas e mal planejadas.
Ultrapassar o limite não é o único critério
Muitos empreendedores acreditam que só precisam migrar de MEI para ME quando estouram os R$ 81.000, mas isso não é verdade. Existem outros sinais importantes, como:
- Aumento constante da demanda
- Dificuldade de atender todos os clientes sozinho
- Necessidade de contratar serviços ou pessoas
- Previsão de crescimento nos próximos meses
Se o faturamento atual ainda está dentro do limite, mas a tendência é crescer, migrar de MEI para ME de forma antecipada pode ser a decisão mais inteligente.
Crescimento previsível pede estrutura maior
Outro ponto importante é a previsibilidade. Se você já sabe que nos próximos meses haverá:
- Novos contratos
- Lançamentos
- Ampliação da oferta de serviços ou produtos
então continuar como MEI pode se tornar um gargalo. Migrar de MEI para ME nesse momento permite crescer com segurança, sem o medo constante de ultrapassar o limite e gerar problemas fiscais.
Migrar antes evita multas e impostos retroativos
Quando o empreendedor ultrapassa o limite do MEI sem planejamento, ele pode ser desenquadrado de forma automática. Isso geralmente resulta em:
- Cobrança retroativa de impostos
- Multas
- Juros
- Necessidade de regularização urgente
Antecipar a decisão de migrar de MEI para ME elimina esse risco e coloca o crescimento sob controle.
Em resumo, o momento certo não é apenas quando o limite estoura, mas quando o negócio dá sinais claros de evolução. Quem se antecipa, migra com tranquilidade. Quem espera demais, costuma migrar sob pressão.

Preparação financeira para migrar de MEI para ME
Antes de migrar de MEI para ME, a preparação mais importante não é burocrática, é financeira. Isso porque a principal mudança prática nessa transição está na forma como os impostos passam a ser cobrados.
No MEI, o imposto é fixo e previsível. Já na ME, o imposto se torna variável, ou seja, quanto mais você fatura, mais imposto você paga. Entender isso antes da migração evita sustos e garante que o crescimento continue saudável.
O imposto deixará de ser fixo e vai passar a ser variável
Ao migrar de MEI para ME, o imposto deixa de ser aquele valor mensal fixo e passa a ser calculado sobre o faturamento da empresa. Na prática, isso significa que o imposto passa a ser um percentual da receita.
Para quem vende produtos, a tributação costuma começar a partir de 4% sobre o faturamento.
Para quem presta serviços, esse percentual normalmente começa em 6% ou mais, dependendo da atividade.
Essa mudança exige atenção, mas não precisa ser um problema se houver planejamento.
Antecipar o impacto no caixa da empresa
Muitos empreendedores só percebem o impacto do imposto depois que ele começa a ser cobrado. O ideal é fazer o caminho inverso: entender quanto será pago de imposto antes de migrar de MEI para ME.
Quando você antecipa esse impacto:
- O caixa não é surpreendido
- A margem de lucro é preservada
- A empresa cresce com previsibilidade
Essa visão antecipada é fundamental para que o aumento de faturamento não vire aumento de preocupação.
Reprecificação antes de migrar de MEI para ME
Um dos pontos mais sensíveis ao migrar de MEI para ME é a reprecificação. Muita gente acredita que vai precisar absorver o imposto e reduzir o lucro, mas isso não é verdade.
O imposto precisa estar embutido no preço, não retirado da margem.
Preço antigo não funciona na nova realidade
Se você vendia um produto ou serviço por R$ 100 como MEI, esse valor foi definido sem considerar um imposto variável. Ao migrar de MEI para ME, manter o mesmo preço significa, na prática, reduzir o lucro.
O ajuste correto não é simplesmente somar o imposto ao preço, mas fazer o cálculo chamado de preço por dentro, onde o imposto já faz parte do valor final.
Reprecificar é proteger o lucro
Reprecificar não significa perder clientes automaticamente. Na maioria dos casos:
- O mercado absorve ajustes bem feitos
- Pequenas correções já resolvem o problema
- O cliente paga pelo valor percebido, não pelo regime tributário
Uma contabilidade especializada, como a Conta Junto, ajuda exatamente nesse ponto: ajustar preços de forma estratégica, sem achismo e sem risco de prejuízo.
O papel da contabilidade na migração de MEI para ME
Migrar de MEI para ME envolve mais do que apenas trocar o enquadramento da empresa. Existem regras, prazos, comunicados e procedimentos que precisam ser feitos corretamente para evitar multas, desenquadramentos incorretos ou problemas futuros com o Fisco.
É exatamente nesse ponto que a contabilidade se torna parte estratégica do processo.
Execução correta da migração
A contabilidade é responsável por realizar a migração de MEI para ME de forma legal e segura. Isso inclui:
- Desenquadramento correto do MEI
- Enquadramento adequado da nova empresa
- Definição do regime tributário mais coerente com o faturamento
- Regularização junto aos órgãos necessários
Fazer esse processo de forma improvisada pode gerar pendências que só aparecem meses depois, quando já é mais difícil e mais caro corrigir.
Planejamento tributário desde a transição
Além da parte operacional, a contabilidade atua no planejamento. Migrar de MEI para ME sem planejamento tributário pode fazer você pagar mais imposto do que o necessário logo nos primeiros meses.
Uma contabilidade especializada em negócios digitais, como a Conta Junto, analisa:
- Tipo de atividade
- Forma de faturamento
- Previsão de crescimento
- Estrutura do negócio
Com isso, a migração acontece já alinhada à realidade da empresa, e não apenas para cumprir uma obrigação legal.
Novas obrigações após deixar o MEI
Ao migrar de MEI para ME, o empreendedor passa a assumir novas responsabilidades fiscais e contábeis. Isso não deve ser visto como um problema, mas como parte natural da evolução do negócio.
Declarações e rotinas mensais
Diferente do MEI, que possui obrigações simplificadas, a ME exige:
- Apuração mensal de impostos
- Entrega de declarações periódicas
- Organização contábil mais estruturada
Essas obrigações passam a existir justamente porque o negócio está em outro patamar de faturamento.
Separação entre pessoa física e jurídica
Outro ponto importante ao migrar de MEI para ME é a separação mais clara entre CPF e CNPJ. Isso traz:
- Mais segurança jurídica
- Melhor organização financeira
- Facilidade para crescer e contratar
Com uma contabilidade atuante, essas obrigações deixam de ser uma preocupação diária e passam a fazer parte da rotina do negócio de forma organizada.
Custos envolvidos ao migrar de MEI para ME
Ao migrar de MEI para ME, é fundamental entender que a estrutura de custos do negócio muda. Isso não significa que o negócio fica inviável, mas sim que ele passa a operar em outro nível, com responsabilidades proporcionais ao faturamento.
Impostos sobre o faturamento
O principal custo ao migrar de MEI para ME é o imposto variável. Diferente do MEI, onde o valor mensal é fixo, na ME o imposto é calculado sobre tudo o que a empresa fatura.
De forma geral:
- Venda de produtos: a tributação costuma iniciar em torno de 4%
- Prestação de serviços: a tributação costuma iniciar em torno de 6%
Esses percentuais podem aumentar conforme o faturamento cresce, o que reforça a importância de acompanhar os números mês a mês.
Custo com contabilidade
Outro custo que passa a existir é o serviço contábil. Ao migrar de MEI para ME, a contabilidade deixa de ser opcional e passa a ser necessária para:
- Apurar impostos corretamente
- Entregar declarações obrigatórias
- Manter a empresa regular
Esse custo, na prática, funciona como um investimento em segurança e organização, evitando erros que poderiam gerar multas ou autuações.
Licenças e taxas municipais
Dependendo da atividade e do município, a ME pode ter custos anuais com:
- Alvará de funcionamento
- Licença da prefeitura
- Taxas específicas da atividade
Esses valores variam bastante de cidade para cidade, mas fazem parte da nova realidade da empresa após a migração.

Perguntas frequentes sobre migrar de MEI para ME
Migrar de MEI para ME é obrigatório ao ultrapassar o limite de faturamento?
Sim. Quando o faturamento anual ultrapassa o limite de R$ 81.000, migrar de MEI para ME deixa de ser uma escolha e passa a ser uma obrigação legal. Quanto antes essa migração for feita, menores são os riscos de multas e impostos retroativos.
Posso migrar de MEI para ME antes de atingir o limite?
Pode e, em muitos casos, é o mais recomendado. Se o faturamento já está próximo do teto, antecipar a migração permite planejamento financeiro, reprecificação adequada e uma transição mais tranquila.
Migrar de MEI para ME aumenta muito os impostos?
Não necessariamente. O imposto passa a ser variável, mas com reprecificação correta e planejamento tributário, é possível manter ou até melhorar a margem de lucro. O problema não é o imposto em si, e sim a falta de preparo.
É possível migrar de MEI para ME em qualquer época do ano?
Sim. A migração pode ser feita em qualquer momento, mas os períodos de dezembro e janeiro costumam ser estratégicos, pois permitem alinhar o novo enquadramento ao início de um novo ano fiscal.
Preciso de contabilidade para migrar de MEI para ME?
Na prática, sim. A contabilidade garante que a migração seja feita corretamente, ajuda no planejamento tributário e assume as obrigações mensais que surgem após a transição. Uma contabilidade especializada, como a Conta Junto, torna esse processo mais seguro e organizado.
Clique aqui e assista ao vídeo completo no YouTube para visualizar cada etapa, entender os cuidados na prática e evitar erros comuns que podem custar caro.
Conclusão
Migrar de MEI para ME não é apenas uma mudança de enquadramento, é uma virada de chave na forma como o negócio passa a ser conduzido. Esse movimento geralmente acontece quando o faturamento cresce, os clientes aumentam e o empreendedor começa a perceber que o MEI já não comporta mais a realidade da empresa.
O erro mais comum nesse momento é adiar a decisão por medo de impostos ou burocracia. Na prática, esse adiamento costuma gerar exatamente o contrário do que se tenta evitar: pagamento de impostos indevidos, multas, desenquadramento automático e perda de controle financeiro. Quando a migração é feita de forma planejada, o crescimento se torna previsível e sustentável.
Migrar de MEI para ME exige atenção principalmente em três pontos: preparação financeira, reprecificação correta e cumprimento das novas obrigações. Quando esses pilares estão bem alinhados, o negócio continua crescendo sem que o imposto consuma a margem de lucro. O empreendedor deixa de reagir aos problemas e passa a agir de forma estratégica.
Nesse cenário, a contabilidade deixa de ser apenas uma obrigação e passa a ser uma aliada do crescimento. Uma contabilidade especializada em negócios digitais, como a Conta Junto, entende esse momento de transição, ajuda a estruturar a empresa e garante que a migração aconteça dentro da lei, sem desperdício de dinheiro e sem dor de cabeça.
Se o seu faturamento está se aproximando do limite do MEI ou já o ultrapassou, o melhor caminho não é esperar o problema aparecer, e sim se antecipar. Migrar de MEI para ME com planejamento é o que separa negócios que crescem de forma organizada daqueles que crescem no improviso.



